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https://edition.cnn.com/2017/09/20/politics/mike-pence-un-human-rights-council/index.html


Nova York, 20 de setembro de 2017 - Por Dan Merica



CNN - "O Conselho de Direitos Humanos da ONU, não merece esse nome", afirmou Mike Pence



O vice-presidente dos EUA, Mike Pence disse nessa quarta-feira, que o Conselho de Direitos Humanos da ONU, não merecia esta denominação, em violentas críticas pela recepção de grandes violadores dos direitos humanos.

Pence, em seu discurso no Conselho de Segurança das Nações Unidas apontou Cuba e Venezuela, como alguns dos violadores e afirmou que a ONU precisa reformar o Conselho de Direitos Humanos e a sua operação.

Disse Mike Pence: "A verdade é que o Conselho não merece esse nome. No momento em que olhamos para os membros, nos dias de hoje, podemos observar nações que traíram os princípios pétreos que foram criados, na fundação desta instituição".

A antipatia da administração Trump pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, iniciou-se devido ao item 7 da Agenda, que é um texto que delineia a conduta de Israel em relação aos palestinos.

"O Conselho de Direitos Humanos da ONU se tornou um foco de antissemitismo, uma ofensa contra Israel", disse Pence reiterando o Departamento de Estado, o qual emitiu uma declaração nesse ano de 2017, afirmando que o item da agenda é "o maior aviso de um viés contra Israel que toma cada vez mais corpo".

"Hoje, o Conselho de Direitos Humanos da ONU, realmente atrai e dá boas vindas, aos piores violadores dos direitos humanos do mundo. Uma clara maioria dos membros deste Conselho é incapaz de conhecer os mais básicos padrões dos direitos humanos", alfinetou Pence.

Durante essa semana, o presidente Trump também usou a plataforma da ONU para atacar o corpo do Conselho de Direitos Humanos, apontando-a com o uma "infeliz organização" que não mereceria esse nome, pois ela acolhe países que violam abertamente as normas dos Direitos Humanos.

As críticas feitas coordenadamente vêm meses após da embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley dizer em um discurso, que os EUA estavam observando cuidadosamente o Conselho e a sua participação no mesmo.

Trump, por si mesmo, bateu forte no Conselho de Direitos Humanos da ONU, no seu primeiro discurso antes da Assembléia Geral, na terça-feira, acusando-a investir contra alguns governos de países e seqüestrando-os de maneira vigorosa. Trump disse: "É embaraçoso para a ONU que alguns governos com um péssimo histórico de respeito aos Direitos Humanos, estejam sentados no Conselho".

Organizações de direitos humanos rebateram os Estados Unidos, em relação as suas críticas ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, argumentando que o item 7 está longe de ser algo que ataque a instituição. "Existe um trabalho a ser feito, a fim de se melhorar o Conselho de Direitos Humanos, mas como um corpo, a ONU precisa ser mais efetiva e suas ações ainda têm que cobrar cada vez mais a respeito de governos insolentes", afirmou Kenneth Roth, diretor executivo da Human Right Watch, no início desse ano.

































Notícia original no site do jornal THE WASHINGTON TIMES 

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https://www.washingtontimes.com/news/2017/oct/4/russian-facebook-ads-70-million-people-may-have-se/


04 de outubro de 2017 - Por Jeff Murdock 


70 milhões podem ter assistido a propagandas da Rússia



O Facebook estima que 10 milhões de americanos assistiram a propagandas de grupos comprados pela Rússia, com a intenção de influenciar as eleições americanas do ano passado. Analistas dizem que as propagandas anunciando preços reduzidos foram vistas por mais de 70 milhões de pessoas.

A ação de "trolls" russos na internet, através de propagandas, alcançou um resultado espetacular, dado a um orçamento relativamente modesto de $100.000 dólares. Os grupos russos gastaram menos de $3 dólares por metade das propagandas e não mais de $1000 dólares, por um simples anúncio, fato este confirmado pelo Facebook em declaração.

"O impacto é imensamente desproporcional ao montante gasto", disse Benjamin G. Edelman, professor de economia de mercados on-line, pela Harvard Business School. "Isso é algo brilhante, se não terrível, taticamente falando".

A companhia americana divulgou na 2ª feira, uma estimativa de 10 milhões de visualizações e com uma transmissão de mais de 3000 propagandas ao Congresso Americano. Investigadores do Congresso disseram que os anúncios foram pagos por uma organização ligada ao Serviço e Inteligência da Rússia.

O Facebook diz que, de fato, 56% das propagandas foram exibidas depois das eleições e que 1% delas foram alteradas para públicos específicos, utilizando-se o Facebook Custom Audiences. Os anúncios feitos sob medida foram vistos por pessoas que visitaram sites particulares dos anunciantes. Nenhum dos anúncios visavam informações pessoais, tais como endereços de e-mail, afirmou a empresa. Porém, os "posts" dos quais lidavam a respeito de assuntos polêmicos como imigração e direitos dos homossexuais, tiveram o potencial de serem vistos e compartilhados, milhões de vezes além das "impressões" iniciais, afirmaram especialistas. Provavelmente, impulsionando bem a real audiência para além de 10 milhões das estimativas realizadas.


"Toda vez que o usuário do Facebook comenta, compartilha ou aciona o "like" em uma propaganda", afirmou Dennis Yu, fundador da Blitz Metrics, uma agência de propagandas que negocia exclusivamente com o Facebook. Yu disse que, 70 milhões,seja um valor mais provável, pois o algoritmo do Facebook que circula nas propagandas é baseado nas atividades do usuário. "Se você conseguir ter um "hot post", pode-se multiplicar de 20 a 40 vezes o alcance de pessoas, devido aos seus comentários e compartilhamentos", informou Yu.

Os "trolls" russos eram capazes de maximizar a influência nos anúncios usando uma característica especial no Facebook que permite anunciantes alcançarem indivíduos, baseados pela demografia, raça, geografia, posições políticas e hobbies. A característica especial, também chamada de "feauture", é tão destacada, que anunciantes podem atingir como alvo, pessoas que retornaram de férias na semana anterior. "Essa é a beleza do Facebook", afirmou Kip Cassino, vice-presidente executivo do Instituto de Pesquisas Borrel Associates, a qual rastreia dados da indústria de anúncios. "O Facebook é a antítese da mídia de massa, pois ele não deixa as informações saírem o quanto seja possível às pessoas, mas ele prefere selecionar aquilo o que se deseja que elas reajam".

Esse tipo de plataforma de propaganda oferece aos "trolls" russos, a habilidade de atingir alvos com maior probabilidade de compartilhar um dos seus "posts" com seus amigos, dessa maneira, expandindo-se o alcance das propagandas. Entretanto, as propagandas também necessitam ser interessantes o bastante, a induzirem os usuários a clicá-las antes do compartilhamento.

O Facebook não revelou detalhes do conteúdo dos anúncios, mas especialistas dizem que os "posts" podem ser produzidos de maneira "rústica", de maneira que geraria compartilhamentos e comentários. "Os anúncios, provavelmente, dizem coisas que são chocantes, mas realmente plausíveis. Elas não vão dizer que o candidato em 3 olhos, mas dirá que ele sonegou impostos. Essas propagandas são oportunas, relevantes e provocativas", afirmou Edelman.

A empresa de Mark Zuckenbergnão revelou a metodologia utilizada para determinar que os 10 milhões de pessoas vissem os anúncios e admitiu que seja possível que mais anúncios possam ser descobertos. Cerca de 25% dos 3000 anúncios, nunca foram vistos, pois a distribuição de anúncios está baseada, na relevância das buscas do usuário realizadas na rede social. As revelações da companhia tornaram públicas, poucas horas antes dos detalhes dados sobre propagandas russas suspeitadas pelo Senado, a Central de Inteligência e aos Comitês Judiciários, os quais estão investigando esforços russos em influenciar as eleições presidenciais do ano passado. 

O Senador pela Virgínia, Mark Warner, representante dos democratas no Comitê de Inteligência do Senado, disse que irá apresentar um projeto de lei que irá remover a isenção, que protege consumidores de propagandas políticas online, de certas divulgações. No momento, existem poucas restrições para propagandas políticas online. Edelman, disse ainda que as maiores empresas de mídia social precisam ser objeto de minuciosas investigações, assim como as redes de televisão. "Essas companhias são muito grandes, fortes e importantes para serem deixadas sozinhas", afirmou Benjamin Edelman.

O Facebook ganhou, apenas na 2ª metade de 2017, algo em torno de 9,16 bilhões de dólares em rendimentos de propaganda.



Notícia original no site MSN.COM.

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22 de setembro de 2017 - Por Justin McCurry, de Tóquio e
Julian Borger, de Nova Iorque



MSN.COM - "Coréia do Norte poderá testar bomba de hidrogênio no Pacífico", afirma ministro norte-coreano. 


A Coréia do Norte poderia responder às ameaças de ações militares de Donald Trump, testando um potente armamento nuclear, no oceano Pacífico, de acordo com declarações do ministro do Exterior norte-coreano, Ri Yong-Ho, horas depois de Trump ter ameaçado destruir o regime de Kim Jong-Un.

Ri Yang-Ho, ministro do Exterior da Coréia do Norte que discursou na Assembléia Geral da ONU, no fim de semana, disse em entrevista a repórteres em Nova York. "Poderá ser a mais forte explosão de uma bomba H já realizada no Pacífico. Não temos idéia a respeito das ações que serão tomadas pelo líder Kim Jong-Un". Ri estava fazendo referência ao que Kim Jong-Um disse sobre retaliações em um mais alto nível, depois das declarações de Donald Trump sobre destruir totalmente a Coréia do Norte, caso fosse obrigada a se defender e a seus aliados.

No início do mês de setembro, a Coréia do Norte detonou uma poderosa bomba de hidrogênio em Punggye-Ri, no nordeste do país. A explosão provocou um terremoto de magnitude 6.3 na escala Richter, que foi sentido na cidade de Yanji, fronteira com a China. O teste de um artefato nuclear, além das próprias fronteiras, poderia causar uma maior escalada nas tensões, já iniciada pelos testes balísticos e pelo programa de armas nucleares.

Em uma nota lançada pela agência de notícias do governo norte-coreano, a KCNA, Kim chamou Trump de "um desequilibrado mental" e alertou que o americano iria pagar caro pelas ameaças ao seu regime, em ameaças feitas em discurso na Assembléia Geral da ONU, na terça-feira.

Descrevendo Trump como "um canalha mau-caráter brincando com fogo", Kim fez uma comparação entre Trump e seus predecessores na Casa Branca, chamando-o também de "um incapaz de ocupar a posição de comandante em chefe de uma nação". Disse Kim: "Longe de fazer comentários sobre o uso da força de persuasão que possa ajudar a diminuir as tensões, ele fez algo rude e sem precedentes, nunca antes dito por qualquer um dos seus predecessores". Em um discurso agressivo, Trump alertou que iria destruir totalmente a Coréia do Norte, se os EUA ou seus aliados fossem atacados e convocou outros países a cortarem recursos financeiros para o regime de Pyongyang.

Seguiu Kim: "O comportamento desequilibrado do presidente americano expressado abertamente na ONU, demonstrou o desejo antiético de total destruição de um Estado soberano... fez até mesmo aqueles com as faculdades mentais normais, pensarem a respeito de juízo e serenidade". O ditador norte-coreano disse ainda que os comentários de Trump convenceram-no de que o caminho que ele escolheu está correto e que o seguira até o fim. Ele acrescentou ainda que estava pensando seriamente a respeito da reação de Trump, mas prometeu que o presidente americano irá pagar caro por dizer que iria aniquilar a Coréia do Norte.

"Agir é a melhor a opção para lidar com esclerosados e gagás, os quais têm dificuldades de entender e apenas falam alto, quando querem dizer alguma coisa. Agora que Trump negou a existência e insultou a mim e ao meu país, na frente de todo o planeta, fazendo a mais feroz declaração de guerra da história, nós consideraremos seriamente a dar uma resposta dura e em um alto nível, jamais vista na história. Eu definitivamente vou domar mentalmente perturbado americano gagá com fogo". As afirmações vieram horas após Trump emitir novas ordens que expandiram as sanções americanas contra a Coréia do Norte que envolve: navegação, bancos, trânsito de passageiros e manufaturas. Trump também responsabilizou a China e seu sistema bancário, por encerrarem suas atividades com os EUA.

A agência Reuters noticiou mais cedo que o Banco Central chinês ordenou instituições financeiras implementassem as sanções da ONU rigorosamente, após reclamações de Washington de que Pequim estava deixando muitas brechas abertas. Trump agradeceu ao presidente chinês, Xi Jiping, dizendo que ele agiu de maneira corajosa e inesperada. Não houve mais confirmações do governo chinês a respeito de imposições de embargos financeiros à Coréia do Norte. Se comprovado isso representaria um significante sufocamento ao regime de Pyongyang, o qual mantém 90% de todo seu comércio com a China. Ainda não está claro se qualquer deterioração em valores financeiros ou econômicos poderiam induzir Kim Jong-Um a abrir mão das armas nucleares e mísseis balísticos, os quais ele acredita serem essenciais para a sobrevivência do seu regime.

Trump anunciou a execução de novas ações durante almoço com seus aliados, o presidente da Coréia do Sul, Moon Jae-In e Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão. "Nossas novas ações irão cortar recursos das empresas privadas que suprem os esforços da Coréia do Norte em desenvolver as mais letais armas já conhecidas pela humanidade. As ações destacam as autoridades do departamento do Tesouro, mirando qualquer pessoa ou entidade que realiza comércio significativo de mercadorias, serviços e tecnologia com a Coréia do Norte".

Com as novas medidas, nenhum navio ou avião poderá ir aos EUA, tendo visitado a Coréia do Norte, num prazo de 180 dias. A mesma restrição será aplicada a qualquer embarcação que tenha envolvimento em transferência de navio a navio, com embarcações norte-coreanas. As ações dão ao Tesouro Americano, o poder de sancionar qualquer um com envolvimento com indústrias as norte-coreanas, portos, comércio e atividades bancárias. "Instituições financeiras estrangeiras terão de escolher em fazer negócios com os EUA, facilitar negociações com Pyongyang ou ainda seu apoiadores", afirmou a Casa Branca.

"Para prevenir a evasão das sanções, as medidas também incluem, a interrupção das redes de comércio e de navegação com os norte-coreanos. Durante muito tempo, a Coréia do Norte permite abusos no sistema financeiro mundial, facilitando que fundos alimentem seus programas de mísseis e armas nucleares", afirmou Donald Trump.

No mesmo dia, a União Européia, anunciou novas sanções por iniciativa própria, incluindo o banimento de investimentos na Coréia do Norte e as exportações de petróleo. O impacto será mínimo, já que as relações comerciais e investimentos no país comunista são insignificantes.

Notícia original no site do jornal THE WASHINGTON TIMES 

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https://www.washingtontimes.com/news/2017/oct/3/mattis-iran-nuke-deal-something-we-can-stay-with/


03 de outubro de 2017 - Por Carlos Muñoz   


General Mattis exige mais transparência do Irã, mas afirma que acordo nuclear é o melhor para interesse dos EUA 

"O Irã precisa mostrar maior transparência a respeito das suspeitas de seu programa nuclear", disse o secretário de Defesa James Mattis, na terça-feira, em discurso no Congresso. Ele ainda comentou que é de interesse internacional que o acordo nuclear com os EUA possa coibir o avanço das ambições nucleares do Irã.

Conhecido por preferir o uso da força, ao invés da diplomacia com o Irã, na época que era um general da ativa durante o governo Obama, Mattis teve um marcante testemunho, onde adotou uma abordagem diferenciada, anteriormente, no Comitê dos Serviços Armados no Senado, num acordo que o presidente Trump criticou fortemente e de uma maneira geral, insinuou que estava pronto para desistir do tratado.

"O acordo de 2015, envolvendo o Irã, EUA e 5 parceiros internacionais a respeito do programa de enriquecimento de urânio do Irã, é algo que os EUA podem permanecer, se os americanos e seus aliados estiverem certificados da transparência dos esforços dos iranianos", afirmou Mattis em questionamentos feitos pelo Senador independente pelo Maine, Angus S. King Jr. O acordo foi concebido para conter o programa nuclear do Irã, em substituição do aumento das sanções internacionais, porém críticos dizem que o acordo apenas encorajou a República Islâmica a desafiar os interesses americanos e de aliados na região. 

O presidente Trump, no meio do mês de outubro, terá como prazo limite para se certificar de que o Irã está cumprindo o pacto. Os iranianos foram informados de que se a análise for negativa, o acordo terá efetivamente ido por água abaixo.

Testemunhando ao lado do secretário Mattis estava o general Joseph Dunford, presidente do Estado Maior Conjunto dos EUA. Mattis foi pressionado por King, se a continuidade ou não do acordo nuclear com o Irã, realizado na época do governo de Obama, seria bom para a segurança nacional dos EUA. Depois de uma longa pausa e aparentemente relutante, o general Mattis respondeu: "Sim senador, eu acredito".

O general de quatro estrelas aposentado dos fuzileiros navais prosseguiu dizendo que o acordo seria mais interessante aos EUA, desde que Teerã acate aos termos do acordo. Porém, ele também disse que a decisão teria de ser tomada pelo presidente Trump. "Eu apoio uma revisão rigorosa a qual ele está solicitando nesse momento", disse o general. Ele acrescentou ainda que relatórios de departamentos internos da administração Trump sobre o Irã eram exagerados.

Mattis vem sendo um ferrenho opositor ao acordo, que foi amplamente negociado pelo presidente Obama e o então secretário de Estado, John F. Kerry. Ele foi forçado como lide do Comando Central dos EUA a ter cuidado com as críticas a respeito do acordo, enquanto ainda estava vestindo um uniforme.

O chefe do Pentágono, um veemente opositor do acordo, se alinhou ao presidente Trump, prometendo reestruturar ou desistir completamente do acordo. Tanto na campanha política quanto na Casa Branca, Trump classificou o acordo como vergonhoso e um dos piores acordos já feito pelos EUA. No mês passado, Trump disse a repórteres que já tinha decidido reavaliar o acordo no dia 15 de outubro.

Na terça-feira, Mattis disse que a decisão ainda estava pendente e declinou em especular se Trump estaria tendendo a suspender o acordo. Mattis deixou claro ao Senado, que se Teerã demonstrar claramente que está agindo com os termos do acordo nuclear, formalmente conhecido como "Plano Amplo de Ação Conjunta", então a Casa Branca permanecerá no tratado. "Se conseguirmos confirmar que o Irã está seguindo o acordo, que possamos concluir que seja melhor para o nosso interesse, permaneceremos dentro do tratado. Eu acredito que neste momento, não há indicações que provem o contrário. Isso é algo que o presidente deve levar em consideração", afirmou Mattis aos parlamentares.

A retórica áspera de Trump contra o Irã, antes de seu discurso na ONU no mês passado, levou a uma difusão de especulações de que sua administração suspenderia o tratado. O conselheiro de Segurança Nacional, H.R McMaster, jogou gasolina no debate, dizendo na última semana, que a política da administração Obama, em relação ao Irã, foi completamente centralizada em selar um acordo nuclear com Teerã, custasse o que custasse. "O que aconteceu foi o fortalecimento do Irã", disse McMaster em um simpósio de defesa, em Washington e completou: "O quanto vocês confiam no regime iraniano? Eu não acho que vocês consigam confiar muito".

Porém o tratado com o Irã provou que há divisões entre os auxiliares de Trump. O secretário de Estado Rex Tillerson foi um dos que reclamou de forma privada, onde afirmou que poderia ocorrer uma verdadeira poeira atômica, caso ocorresse um abandono do tratado. Na terça-feira, o general Dunford disse ao Senado que o Irã está violando o tratado e parece que o acordo retardou o desenvolvimento da capacidade nuclear do país islâmico.

Diversos diplomatas europeus aliados a Washington, argumentam que eles seriam os que podem sofrer mais, caso os EUA saiam do acordo com o Irã. Eles observaram que a agência nuclear americana de observação, não observou evidências de violações e de transparência por parte de Teerã.

Alguns vêem que as ameaças de Trump em suspender o acordo, seriam um truque para trazer Teerã de volta à mesa de negociações e reverter alguns elementos polêmicos, tais como a "Cláusula Pôr-do-Sol", a qual suspenderia as restrições ao programa de enriquecimento de urânio do Irã a partir de 2025. Mas, o senador democrata pelo estado do Novo México, Martin Heinrich, sugeriu na terça-feira que a suspensão do acordo nuclear poderia permitir ao Irã continuar a colher os benefícios do afrouxamento das sanções econômicas, enquanto a comunidade internacional iria perder o reduzido acesso o programa de enriquecimento de urânio iraniano.

Perguntado se tal cenário poderia ocorrer, com os EUA terminando com o pacto nuclear, Mattis respondeu: "Sim senador, isso poderá ocorrer".